A japonesa Sony nasceu já conectada ao mundo dos eletrônicos, ainda que buscasse participar de diversos mercados. Mas para entender o seu nascimento é necessário compreender o contexto do Japão após a Segunda Guerra. Derrotado e devastado por duas bombas atômicas (em Hiroshima e Nagasaki), o país estava destroçado economicamente. Com o intento de reerguer a sociedade japonesa, surgiram algumas empresas nacionais, caso da Sony.

O engenheiro Masaru Ibuka, que havia trabalhado na guerra testando equipamentos militares, reuniu 20 de seus melhores colegas e abriu uma singela empresa de aparelhos de comunicação, de nome Tokyo Tsushin Kogyo (Totsuken), que significa Laboratório de Telecomunicações e Engenharia de Tóquio.

Enfiados em uma pequena sala sem janelas, os funcionários consertavam rádios e produziam voltímetros, adaptadores de transmissão, almofada elétrica e até mesmo uma bacia para esquentar arroz. Aos poucos o empreendimento cresceu e até o governo passou a comprar da empresa. Nessa época, se aliou ao grupo o físico Akio Morita, que leu sobre Ibuka, seu colega em tempos de guerra. Interessado no trabalho, Morita passou a integrar a equipe.

Invasão ao mundo ocidental

Os equipamentos eletrônicos começaram a ser fabricados a partir de 1950, com o G-Type, o primeiro gravador de fitas magnéticas do Japão. Cinco anos depois surgiu o nome Sony, dentro da estratégia da organização de expandir seus tentáculos par ao Ocidente. Em busca de uma marca mais global, outros nomes foram tentados, como TTK e Teltech, até se chegar em Sony, que vem do latim “sonus”, que é a raiz dos termos “som” e “sônico” e também tem relação com a expressão inglesa “sonny boy”, que quer dizer jovem de espírito livre e aventureiro.

Os primeiros produtos para o Ocidente foram um rádio portátil TR-63 e um televisor 8-301W. O sucesso foi imediato, levando a Sony a ser a primeira companhia japonesa a vender ações na bolsa dos Estados Unidos. Seu crescimento foi alavancado nos anos 1960, com a criação de novas fábricas e subsidiárias, além de atuar em outras áreas, como seguros de vida, inclusive.

Walkman Sony – 1979

Em 1979 a Sony lançou o primeiro walkman, que revolucionou a forma de ouvir músicas, fazendo com que as pessoas conseguissem ter acesso às canções em qualquer lugar. Isso fez com que a Sony crescesse novamente e superasse uma crise financeira daquela década. Na mesma época a Sony teve uma de suas maiores derrotas. Ela tentou emplacar o formato de fita cassete Betamax, perdendo para o VHS da JVC, que se popularizou rapidamente.

Música, cinema e… celulares

Nos anos 1980, a Sony adquiriu a CBS Records, a transformou em Sony Music e a colocou como uma das três maiores da indústria fonográfica. Tem também a Sony Pictures, que produziu filmes como Resident Evil e Homem Aranha, em parceria com a Marvel. A Sony ampliou mercados, passou a fazer filmadoras, máquinas fotográficas e até mesmo videogames, caso do famosíssimo PlayStation <3.

No mundo dos celulares, a Sony foi entrar apenas em 2001, sob a marca Sony Ericsson. Essa parceria durou até 2012, quando a marca sueca foi absorvida, mas rendeu inúmeros aparelhos de qualidade para os consumidores. Os mais comuns atualmente são os da linha Xperia. Seu primeiro modelo era o Zperia X1, de 2008, com teclado QWERTY na horizontal. Depois vieram vários aparelhos, até o Xperia Z5. Atualmente a companhia não passa por uma boa fase financeira, mas segue se destacando no ramo dos games.

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